Agressivo, Osasco ignorou o Rio de Janeiro; Hooker e Camila Brait deram espetáculo e foram decisivas
O time de Osasco simplesmente massacrou a equipe do Rio de Janeiro e conquistou o título da superliga de maneira incontestável. 3 a 0 indiscutível.
Poucas vezes confesso ter visto um time tão bem preparado para disputar uma final. A torcida do Rio, maioria absoluta no ginásio do Maracanãzinho, não conseguiu nem torcer. Não dava.
Osasco atuou com autoridade e fez taticamente uma partida perfeita. Sacou nas posições corretas e cassou Mari e Regiane. Osasco tirou o passe das mãos de Fernanda Venturini. O time carioca sobreviveu graças ao talento de Sheilla. Bernardinho não teve a capacidade de enxergar que não ganharia o jogo muito menos o campeonato com Regiane em quadra. Dito e feito. Regiane foi substituída por Amanda ainda no segundo set, mas o estrago já estava feito.
Por sinal, o segundo set terminou numa jogada errada e mal distribuída por Fernanda.
Díficil e seria até injusto destacar somente uma jogadora no time paulista. Todas atuaram bem. O mais impressionante foi a atitude das jogadoras em quadra. Nenhuma delas se assustou pelo fato de jogar fora de casa e muito menos com a tradição de Osasco ( quase ) sempre entregar títulos para o Rio. Dessa vez foi diferente. O Rio se assustou. Não tinha bola perdida do outro lado. O passe do Rio era sofrível.
Camila Brait engoliu Fabi, Fabíola, quem diria, foi superior a Fernanda Venturini e as centrais, Thaísa e Adenízia, deitaram e rolaram na rede. Até Tandara rodou com facilidades as bolas. Jaqueline não foi decisiva, mas regular. Virou a maior parte dos ataques. Errou um lance incrível no fim do jogo. O Rio caiu. Bernardinho perdeu a superliga agarrado as suas convicções, muitas delas duvidosas, como manter Regiane entre as titulares.
Osasco é o novo campeão. Hooker foi o nome da partida. Vitória do trabalho, da humildade e de um time que alcançou o ápice da forma física e técnica no momento mais importante do campeonato.
Fonte: UOL