Mari vê Londres-2012 mais difícil que Pequim: 'Não vamos
como favoritas'
Mari em São Carlos assistindo jogos do Pré-Olímpico - Foto: Walter Caparrós Blanco
Ponteira da equipe feminina de vôlei do Brasil destaca
renovação do time e aponta maior responsabilidade para repetir o ouro: 'Vai ser
uma luta dura'
Campeã olímpica em Pequim-2008 com a seleção brasileira,
Mari não acredita que a equipe feminina do Brasil chegará aos Jogos de Londres
como favorita. Na opinião da ponteira, o time do técnico Zé Roberto Guimarães
estava em um nível mais alto há quatro anos, quando conquistou sua primeira medalha
de ouro, e atualmente vive um período de renovação. A jogadora garantiu, no
entanto, que não poupará esforços para tentar subir novamente ao pódio.
- Quando ganhamos uma Olimpíada, temos mais cobranças nos
outros anos. Esse ano todo mundo fala que nós vamos como seleção favorita, eu
discordo. Acho que estamos uma seleção quatro anos mais velha, mais desgastada,
mas isso não significa que a gente não tenha como brigar, a gente vai para
brigar de igual para igual. Mas não vamos como favoritas como era em 2008,
estávamos acima. Vai ser uma luta dura - disse a atleta ao "SporTV
News".
Ao lado de Paulo Pequeno, Mari é a única campeã olímpica que
disputará a primeira etapa do Grand Prix com a seleção, entre 8 e 9 de junho,
na Polônia. O motivo é a opção do técnico Zé Roberto em aproveitar o início da
competição para mesclar a equipe e testar jovens jogadoras, como a novata Gabi,
Camila Brait e Fernandinha. Para Mari, será uma oportunidade para as meninas
mostrarem o seu valor.
- A renovação está próxima, ninguém mais vai conseguir jogar
mais quatro anos no gás, então tem que mesclar, começar a dar experiência às
meninas porque não pode jogar a responsabilidade nelas, continua sendo nossa -
disse a ponteira.
Mari ainda caracterizou como difíceis os primeiros adversários
do Brasil na competição.
- Uma fase bem complicada. São três seleções bem difíceis. A
Sérvia com o time todo renovado, meninas grandes, boas jogadoras. A Polônia é
aquele time que sempre deu problemas para a gente, é um time com boas
atacantes, bloqueio alto. Estamos indo com um time mesclado, não jogamos ainda
com esse time, mas acho que dá para brigar.
Após a primeira disputa em Lodz, na Polônia, o Brasil jogará
em casa na segunda semana do Grand Prix. As brasileiras jogarão em São Bernardo
do Campo (SP), entre os dias 15 e 17 de junho, contra Alemanha, Itália e
Estados Unidos. Entre 22 a 24 de junho, será a vez dos confrontos com Cuba,
Porto Rico e China, em Luohe, na China.
A cidade de Ningbo, na China, receberá a fase final do Grand
Prix pela terceira vez. Disputarão esta etapa as cinco equipes mais bem
colocadas na primeira fase, e a China, já garantida por ser a anfitriã das
finais, entre os dias 27 de junho e um de julho. As seis seleções jogarão entre
si e aquela que somar o maior número de pontos será a campeã.
Fonte:: Globo
