Minas joga bem, mas é derrotado pelo Brasília Vôlei dentro de casa

Experiente Érika Coimbra comanda equipe de Brasília
Depois de um início ruim na Superliga feminina de vôlei, o Minas entrou em quadra, nesta terça-feira, disposto a conquistar a primeira vitória na competição nacional. Porém, mesmo com um jogo consistente e muita garra, o time do técnico Marco Queiroga não conseguiu superar o Brasília, de jogadoras experientes, e foi derrotado por 3 sets a 0 (21/18, 21/16 e 21/19). A torcida que compareceu à Arena Vivo – 415 pessoas – tentou empurrar a equipe, mas, nos momentos decisivos, o Minas deixou a desejar, com alguns erros que poderiam ser evitados.
O time mineiro segue sem conquistar uma vitória na Superliga. Porém, Queiroga conseguiu, mesmo com a derrota, perceber evolução em relação aos últimos jogos: “Hoje, fizemos três excelentes sets. Tínhamos a condição de ganhar, mas, realmente, a experiência contou. Tivemos erros de saque em momentos cruciais da partida, quando o jogo estava favorável a nós. Isso dá um banho de água fria nas atletas. É a falta de experiência. É a falta de costume de enfrentar situações como essa”.
Elisângela, do Brasília, foi a maior pontuadora, com 14 acertos. Carla foi o destaque do Minas, com dez pontos assinalados.
Com o resultado, o Minas se manteve na última posição da tabela, ainda sem pontuar. O Brasília, com a vitória, chegou ao oitavo lugar. Agora, na próxima rodada, o Minas enfrentará o Uniara/Afav, nesta sexta-feira, às 20h (de Brasília), no ginásio Gigantão, em Araraquara.
O jogo
Com muita raça, o Minas deu a impressão de que ganharia o primeiro set na competição. Carla se destacava muito no ataque. As mineiras estiveram à frente do marcador durante todo o tempo, mas, no fim, foram superadas pela categoria de Paula Pequeno, destaque do Brasília. Mesmo com o placar desfavorável de 21/18, a esperança era de recuperação na sequência, por conta do volume de jogo apresentado.
Porém, o que se viu no segundo set foi uma supremacia total do Brasília. Elisângela, que iniciou no banco, entrou em quadra e desequilibrou. Embora o Minas tenha saído na frente, não conseguiu incomodar as adversárias. A luta das atletas da equipe mineira não resultou em pontos, e o Brasília abriu larga vantagem e fechou o set: 21/16.
Pelo início, o terceiro set parecia ser uma repetição do segundo. O Brasília chegou a abrir 7/3, mas, em uma recuperação espetacular, que contou com a noite inspirada de Sthefanie, o Minas foi para cima, igualou e virou o placar. Foi uma festa na Arena Vivo. Porém, no momento decisivo, mais uma vez, pesou a experiência das adversárias, que, além de Elisângela e Paula Pequeno, ainda contam com a categoria de Dani Scott, Erika e Veridiana. O placar de 21/19 deixou um gosto amargo na garganta das jogadoras do Minas, que entenderam que o resultado poderia ter sido outro.
“Não sei se a desculpa pode ser que o time é novo. Acho que não podemos sentar nisso. Em alguns momentos, faltou querer um pouquinho. São coisas que não podem faltar: querer, brigar muito. Temos que compensar a juventude com outras coisas, como brigar mais, correr mais, querer mais. Faltou isso pra gente, e isso não pode faltar”, afirmou a ponteira Carla, maior pontuadora do Minas na partida.
TROFÉU VIVAVÔLEI: Paula (Brasília Vôlei)
MAIOR PONTUADOR: Elisangela(Brasília Vôlei), com 14 pontos
Fonte: Minas Tênis Clube
Foto: Brasília Vôlei