Após vice da Copa Brasil, time masculino do Sesi-SP
volta suas fichas para a Superliga

Murilo: “Uns a gente ganha, outros deixamos escapar e esse
foi um deles”
A final da Copa Brasil já passou e agora o time masculino de
vôlei do Sesi-SP volta suas fichas para a Superliga. Líder da competição com 43
pontos, o time da Vila Leopoldina encara neste sábado o terceiro colocado
Brasil Kirin, em Campinas, às 21h30, na primeira partida após a fatídica
decisão, quando foi derrotado pelo Sada Cruzeiro, no dramático quinto set. Um
dos jogadores mais experientes do time e capitão da seleção brasileira, Murilo
Endres, disse que, embora de difícil digestão, a partida de Maringá já passou e
o Sesi-SP tem coisas mais urgentes para pensar pela frente. E a retomada deve
ser já neste sábado.
“É difícil falar em digerir o resultado, porque com certeza
vamos demorar muito tempo para aceitar o que aconteceu. Para alguns de nós, o
jogo vai ficar marcado como um daqueles inesquecíveis. Uns a gente ganha,
outros deixamos escapar e esse foi um deles”, disse. “Todo mundo aqui é
experiente para conciliar as duas coisas e seguir em frente. Não adianta chegar
no treino e ficar se lamentando. Temos que consertar algumas coisas para manter
nosso ritmo de jogo, fazer nosso trabalho e superar aquilo o mais rápido
possível. Não sei dizer se será amanhã, sábado ou depois, mas precisamos passar
por cima disso o mais rápido possível”, sentenciou o camisa 8, que isentou seu
parceiro Lucarelli de qualquer responsabilidade na partida.
Quando o placar estava 12 x 9 para o Sesi-SP no quinto set,
Lucarelli perdeu um ataque que poderia ter mudado o rumo da partida. Mas para
Murilo, isso é do jogo e o jovem atacante não deve ser de forma nenhuma cobrado
por isso.
“Acabam colocando responsabilidade que não existe em cima
disso. O coletivo, o time, perdeu. E se a bola foi pra ele, é porque ele é um
cara de decisão, um cara importante. O Sandro não hesitou em levantar para ele,
era dele mesmo. Todo mundo apontou pro Lucarelli porque sabe que ele decide um
jogo. Podia ter fechado, mas não fechou e poderia ser com qualquer um. O time
se abraça nessas horas. Eu ficaria muito triste, acho que ele deve estar, mas
precisamos superar”, afirmou.
Estar de volta ao time é, para Murilo, também uma luta
diária. Depois de passar 245 dias sem jogar por conta da cirurgia no ombro
direito, o ponteiro foi aos poucos retomando seu lugar na equipe e ajudando com
atuações cada vez mais seguras e precisas. Líder nato, orienta os companheiros
em quadra, mas não esconde que ainda às custas de muita dor e ajuda dos
próprios jogadores.
“É nítido que ainda tenho dificuldade e a dor vai me
acompanhar por um bom tempo. Nem reclamo, porque isso não vale mais a pena.
Convivo e pronto. Trabalho pra evoluir. Apesar de 8 meses para voltar a jogar,
eu já sabia que seriam necessários 10
a 12 para estar bem mesmo. Nos playoffs espero estar
melhor. Estou trabalhando muito, sinto dor, não preciso negar, mas tenho que
trabalhar. Os médicos me ajudam demais, a comissão técnica e os companheiros
também. Todo mundo sabe das limitações e ajuda bastante. Isso é trabalho de
equipe, de ajudar um ao outro e nesse momento estou sendo o mais ajudado pelo
time”, finalizou.
No primeiro turno, Sesi-SP e Brasil Kirin se enfrentaram na
Vila Leopoldina, com o placar de 3 x 0 para o time da casa. Após o confronto
contra o time de Campinas, o Sesi-SP enfrentará o Vivo/Minas, na quinta-feira
(06), e o Moda Maringá na terça (11), ambos os jogos na Vila Leopoldina.
Fonte: Lucas Dantas, Agência Indusnet FIESP
Foto: Everton Amaro/Fiesp