quinta-feira, janeiro 30, 2014

SUPERLIGA MASCULINA 2013/14: Após vice da Copa Brasil, time masculino do Sesi-SP volta suas fichas para a Superliga

Após vice da Copa Brasil, time masculino do Sesi-SP volta suas fichas para a Superliga
Murilo: “Uns a gente ganha, outros deixamos escapar e esse foi um deles”

A final da Copa Brasil já passou e agora o time masculino de vôlei do Sesi-SP volta suas fichas para a Superliga. Líder da competição com 43 pontos, o time da Vila Leopoldina encara neste sábado o terceiro colocado Brasil Kirin, em Campinas, às 21h30, na primeira partida após a fatídica decisão, quando foi derrotado pelo Sada Cruzeiro, no dramático quinto set. Um dos jogadores mais experientes do time e capitão da seleção brasileira, Murilo Endres, disse que, embora de difícil digestão, a partida de Maringá já passou e o Sesi-SP tem coisas mais urgentes para pensar pela frente. E a retomada deve ser já neste sábado.

“É difícil falar em digerir o resultado, porque com certeza vamos demorar muito tempo para aceitar o que aconteceu. Para alguns de nós, o jogo vai ficar marcado como um daqueles inesquecíveis. Uns a gente ganha, outros deixamos escapar e esse foi um deles”, disse. “Todo mundo aqui é experiente para conciliar as duas coisas e seguir em frente. Não adianta chegar no treino e ficar se lamentando. Temos que consertar algumas coisas para manter nosso ritmo de jogo, fazer nosso trabalho e superar aquilo o mais rápido possível. Não sei dizer se será amanhã, sábado ou depois, mas precisamos passar por cima disso o mais rápido possível”, sentenciou o camisa 8, que isentou seu parceiro Lucarelli de qualquer responsabilidade na partida.

Quando o placar estava 12 x 9 para o Sesi-SP no quinto set, Lucarelli perdeu um ataque que poderia ter mudado o rumo da partida. Mas para Murilo, isso é do jogo e o jovem atacante não deve ser de forma nenhuma cobrado por isso.

“Acabam colocando responsabilidade que não existe em cima disso. O coletivo, o time, perdeu. E se a bola foi pra ele, é porque ele é um cara de decisão, um cara importante. O Sandro não hesitou em levantar para ele, era dele mesmo. Todo mundo apontou pro Lucarelli porque sabe que ele decide um jogo. Podia ter fechado, mas não fechou e poderia ser com qualquer um. O time se abraça nessas horas. Eu ficaria muito triste, acho que ele deve estar, mas precisamos superar”, afirmou.

Estar de volta ao time é, para Murilo, também uma luta diária. Depois de passar 245 dias sem jogar por conta da cirurgia no ombro direito, o ponteiro foi aos poucos retomando seu lugar na equipe e ajudando com atuações cada vez mais seguras e precisas. Líder nato, orienta os companheiros em quadra, mas não esconde que ainda às custas de muita dor e ajuda dos próprios jogadores.

“É nítido que ainda tenho dificuldade e a dor vai me acompanhar por um bom tempo. Nem reclamo, porque isso não vale mais a pena. Convivo e pronto. Trabalho pra evoluir. Apesar de 8 meses para voltar a jogar, eu já sabia que seriam necessários 10 a 12 para estar bem mesmo. Nos playoffs espero estar melhor. Estou trabalhando muito, sinto dor, não preciso negar, mas tenho que trabalhar. Os médicos me ajudam demais, a comissão técnica e os companheiros também. Todo mundo sabe das limitações e ajuda bastante. Isso é trabalho de equipe, de ajudar um ao outro e nesse momento estou sendo o mais ajudado pelo time”, finalizou.

No primeiro turno, Sesi-SP e Brasil Kirin se enfrentaram na Vila Leopoldina, com o placar de 3 x 0 para o time da casa. Após o confronto contra o time de Campinas, o Sesi-SP enfrentará o Vivo/Minas, na quinta-feira (06), e o Moda Maringá na terça (11), ambos os jogos na Vila Leopoldina.
  
Fonte: Lucas Dantas, Agência Indusnet FIESP
Foto: Everton Amaro/Fiesp