Há 36 anos falecia Mauro Faccio Gonçalves, o trapalhão Zacarias, aos 56 anos
Mauro Faccio Gonçalves, o eterno Zacarias de Os Trapalhões, faleceu em 18 de março de 1990, aos 56 anos, no Rio de Janeiro, vítima de insuficiência respiratória decorrente de uma infecção pulmonar. A causa da morte foi agravada pelo uso de medicamentos para emagrecer sem acompanhamento médico, causando rápida perda de peso. O humorista foi sepultado em sua cidade natal, no Cemitério Parque Santa Helena.
Mineiro de Sete Lagoas, Mauro Gonçalves nasceu em 1934. Antes de se tornar famoso, foi vendedor de sapatos e trabalhou em uma fábrica de café. Estudou arquitetura. Começou a carreira de humorista numa rádio de Belo Horizonte na década de 1950. Em 1974, passa a integrar o grupo.
O personagem marcou toda uma época ao integrar o programa ao lado de Didi (Renato Aragão), Dedé (Manfried Santana) e Mussum (Antônio Carlos Bernardes Gomes). Por mais de 30 anos o quarteto fez parte dos domingos dos brasileiros na televisão brasileira e chegou a entrar no "Guinness Book" – livro dos recordes – como o humorístico de maior duração
Seu sepultamento foi cercado de grande tumulto, a ponto de o cemitério ter sido fechado para impedir a entrada de fãs. De madrugada, cerca de 10 mil pessoas se aglomeraram na frente do hotel Lagoa Palace, em busca de autógrafos de Didi, Mussum e Dedé. A polícia militar e o corpo de bombeiros isolaram a área. O público formou uma fila de cerca de cinco quilômetros para ver o corpo de Zacarias no Ginásio onde foi feito o velório. No cemitério, a confusão parecia incontrolável. Os soldados fecharam o portão e os fãs que passaram a quebrar cercas para chegar até o túmulo do humorista. Houve correria. Mulheres e crianças gritavam. A mãe do humorista, Virgínia de Vasconcelos Gonçalves, desmaiou e teve que ser carregada por cinco filhos antes do enterro acabar.
Na época, circularam rumores de que a causa teria sido AIDS, o que foi desmentido pela família, embora o tema tenha voltado a público através do documentário "Trapalhadas Sem Fim", do diretor Rafael Spaca, que alega ter evidências no atestado de óbito.
