Missa na Casa Santa Marta é celebrada no primeiro aniversário de morte do Papa Francisco
A celebração foi presidida pelo núncio apostólico Luigi Travaglino na capela do edifício onde Bergoglio residia. Na homilia preparada pelo cardeal Acerbi e lida durante a celebração, o prelado recordou a figura do Pontífice: "Ainda o sentimos perto de nós". As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re.
"Agora não é o momento de nos determos no desenrolar de sua vida diária, aqui repleta de trabalho, reuniões e orações na pequena Capela do segundo andar. Tenho certeza de que o Papa Francisco se afeiçoou a esta casa, e nós nos afeiçoamos a ele. Tal permanece o espírito de nossas orações de sufrágio neste primeiro ano de sua partida. Ainda o sentimos perto de nós", afirmou o cardeal Angelo Acerbi na homilia lida pelo arcebispo Luigi Travaglino, núncio apostólico que presidiu a Missa na Casa Santa Marta no primeiro aniversário da morte do Papa Francisco.
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| Missa na Casa Santa Marta presidida por dom Luigi Travaglino no aniversário da morte do Papa Francisco |
"Fomos misericordiados; sejamos misericordiosos." Quatro palavras que revelam a alma de um Papa e a história de um pontificado. Juntamente com "como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres", proferida no início de seu ministério.
Um ano após o falecimento do Papa Francisco, Vatican News, Rádio Vaticano e L'Osservatore Romano recordam seus momentos mais significativos em um documentário de 27 minutos intitulado "Todos, Todos, Todos".
Este documentário se baseia em outra das expressões mais emblemáticas do Pontífice: a proximidade com as periferias e seus incessantes apelos pela paz em um mundo dilacerado pela guerra mundial.
"Todos, Todos, Todos!" — que estará disponível nas plataformas de mídia do Vaticano com legendas em italiano, espanhol, inglês, francês e árabe — é, portanto, o tema central de uma narrativa visual que transmite a essência pastoral do pontificado de Bergoglio. Por meio de imagens de arquivo e sequências simbólicas, o vídeo retrata uma Igreja em movimento, capaz de diálogo e presença em meio às feridas da história. Da centralidade da misericórdia à construção de relações diretas, os anos de Francisco como Papa emergem como uma experiência eclesial que traduziu o Evangelho em gestos concretos e universalmente compreensíveis.
Mais do que uma mera recordação, portanto, é uma memória viva, um olhar que, um ano após a morte de Francisco, continua a questionar o presente da Igreja e do mundo.

