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Michael J. Fox é homenageado no Emmy com prêmio humanitário e emociona público ao falar sobre Parkinson

Portal WCB News · 15 de setembro de 2026
Michael J. Fox é homenageado no Emmy com prêmio humanitário e emociona público ao falar sobre Parkinson
Ator recebeu o Bob Hope Humanitarian Award durante a 78ª edição do Emmy Awards e foi aplaudido de pé duas vezes

Michael J. Fox protagonizou um dos momentos mais emocionantes da 78ª edição do Emmy Awards, realizada na noite de segunda-feira (14), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Aos 65 anos, o ator recebeu o Bob Hope Humanitarian Award, uma das principais homenagens humanitárias concedidas pela Academia de Televisão, em reconhecimento ao seu trabalho de décadas em defesa da pesquisa e da conscientização sobre a doença de Parkinson.

Conhecido mundialmente por interpretar Marty McFly na trilogia De Volta para o Futuro e por seus trabalhos na televisão, Fox subiu ao palco em uma cadeira de rodas e foi recebido com uma longa ovação. O prêmio foi entregue pela atriz Julianna Margulies, sua antiga colega de elenco em The Good Wife.

Discurso emocionante

Durante o discurso de agradecimento, Fox relembrou o momento em que recebeu o diagnóstico de Parkinson e contou que, inicialmente, decidiu manter a doença em segredo por medo de que isso prejudicasse sua carreira e a relação com o público.

O ator afirmou que chegou a se perguntar se as pessoas ririam dele caso soubessem que estava doente. Segundo Fox, a reação do público depois que tornou o diagnóstico conhecido foi muito diferente do que imaginava.

Ele destacou que aceitar a doença não significava se render a ela e afirmou que decidiu fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudar as pessoas que também vivem com Parkinson.

A fala provocou uma segunda grande ovação da plateia. O momento foi acompanhado por integrantes da indústria cinematográfica e televisiva, que demonstraram emoção durante a homenagem.

Diagnóstico aos 29 anos

Michael J. Fox foi diagnosticado com Parkinson no início dos anos 1990, quando tinha apenas 29 anos e trabalhava no filme Doc Hollywood. O ator revelou publicamente a doença em 1998.

Em 2000, ele criou a Michael J. Fox Foundation for Parkinson's Research, organização dedicada ao financiamento de pesquisas em busca de tratamentos e de uma cura para a doença. A fundação se tornou uma das principais organizações privadas do mundo na área e já direcionou mais de US$ 3 bilhões para pesquisas relacionadas ao Parkinson, segundo veículos que acompanharam a homenagem.

Retorno à televisão

Apesar da progressão da doença, Fox continuou ligado à atuação. Depois de anunciar sua aposentadoria em 2020, ele voltou a aparecer em produções televisivas, incluindo uma participação recente na série Shrinking, da Apple TV+.

Em 2026, o ator também recebeu sua 19ª indicação ao Emmy, na categoria de ator convidado em série de comédia, justamente por sua participação em Shrinking. O prêmio, entretanto, ficou com outro concorrente.

Para Fox, a homenagem desta vez foi além do reconhecimento por sua carreira artística. O Bob Hope Humanitarian Award destacou principalmente sua transformação de uma experiência pessoal em uma campanha internacional pela pesquisa e pela melhoria da vida de milhões de pessoas afetadas pelo Parkinson.

Um legado que ultrapassa a televisão

A escolha de Michael J. Fox para receber o prêmio também reforça uma das características históricas do Bob Hope Humanitarian Award: reconhecer profissionais ligados à televisão que utilizam sua visibilidade para promover ações humanitárias e causar impacto social.

Durante a cerimônia, Fox falou sobre a importância da família e agradeceu especialmente à esposa, Tracy Pollan, e aos quatro filhos pelo apoio e pelos sacrifícios ao longo de sua trajetória com a doença.

A homenagem no Emmy consolidou, assim, uma trajetória que começou com o sucesso de um dos atores mais populares de sua geração e se transformou em uma das principais vozes mundiais na luta contra o Parkinson.

Mais de três décadas após o diagnóstico, Michael J. Fox segue usando sua história, sua fama e sua fundação para defender a pesquisa científica e manter viva a esperança de encontrar novos tratamentos e, no futuro, uma cura para a doença.

Foto: REUTERS
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