CBV comemora 20 anos da Superliga, a competição nacional mais importante do Vôlei Brasileiro e Mundial
O vôlei brasileiro evoluiu. E, com o amadurecimento necessário, comemora os 20 anos da Superliga, a principal competição do calendário brasileiro. A primeira aconteceu em 1994, após seis edições da Liga Nacional, que também era realizada com equipes de todo o país. A Superliga entrou em cena com uma estrutura ainda melhor e com uma abrangência maior, envolvendo mais estados.
A competição se encaixou no calendário internacional e, na primeira edição, entre os anos de 1994 e 1995, contou com a participação de 10 times femininos e 12 masculinos. Os primeiros campeões, e que entraram para a história do campeonato, foram Leite Moça (SP), no naipe feminino, e Frangosul/Ginástica (RS), na disputa entre os homens.
De 94 até hoje, muitos times apresentaram novos jogadores, criaram ídolos, venceram e chegaram ao topo do vôlei nacional. O reconhecimento internacional da Superliga fez com que a competição fosse utilizada para importantes experiências que vieram a ser adotadas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
Com o aval da entidade máxima do voleibol mundial, a Superliga adotou o fim da vantagem antes da mudança definitiva da regra. A experiência, na época, foi um sucesso.
Algo similar aconteceu nas finais da temporada passada, quando foi implantado o uso da tecnologia para auxílio à arbitragem. Nas duas finais, os times tiveram direito a pedir o desafio em lances duvidosos. A tecnologia foi bem recebida por todos os participantes e teve total sucesso nas duas partidas.
Para a edição 2013/2014 da Superliga, mais uma novidade: os sets serão de 21 pontos. A mudança vem sendo estudada pela FIVB e tem como objetivo diminuir o tempo de jogo para garantir a exposição da modalidade na TV.
Volta dos astros
Depois de um período em que os atletas brasileiros foram, em grande quantidade para o exterior, a Superliga 09/10 marca a volta de muitos jogadores. O momento era de repatriação. Com uma competição organizada, de alto nível e visada por atletas de todo o mundo, os atletas viram motivos suficientes para voltar ao Brasil e a Superliga.
A temporada 2009/2010 também marcou uma novidade na competição: a final disputada em jogo único. Os primeiros a experimentarem a novidade foram Cimed (SC) e Bonsucesso/Montes Claros (MG), que decidiram o título no masculino; e Sollys/Osasco (SP) e Unilever (RJ), que se enfrentaram na final feminina. Melhor para os times catarinense e paulista, que levantaram a taça nesta edição.
Entre tantas novidades, a Superliga 2012/2013 foi uma das que mais apresentou mudanças positivas. Uma grande festa, aliando esporte a entretenimento, movimentou as finais da edição em que Unilever e RJX se sagraram campeões. Os ginásios do Ibirapuera, em São Paulo, e Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, receberam as partidas decisivas do feminino e masculino, respectivamente, e foram palco de um grande evento com dois DJs, jogo de luzes, vídeos nos telões, atrações de dança e muito entretenimento antes dos jogos.
Proximidade com os atletas
Após a temporada passada, um novo importante passo foi dado: a CBV se aproximou ainda mais de atletas, treinadores, clubes e árbitros. Foram criadas comissões para tratar dos interesses específicos de cada uma destas categorias, que estiveram representadas em uma série de debates sobre a Superliga 13/14.
Os encontros permitiram que a temporada atendesse ainda mais a todos os envolvidos na competição, levando a conquistas significativas, como o desenvolvimento de um calendário mais extenso e a criação de novas competições.
CBV ajuda na redução de custos dos clubes
Desde a primeira edição, a CBV contribui de forma ativa para que reduzir os custos operacionais dos clubes. Na Superliga 03/04, foi estabelecido que, a cada três participações no campeonato, o time passa a ter 10% de desconto na taxa de inscrição. Outra novidade da edição foi a oferta de um maior número de bolas: 84 para cada clube.
Na temporada 09/10, a CBV firmou acordo com a companhia GOL, que disponibiliza passagens aéreas aos clubes interessados. Na competição realizada entre os anos de 2011 e 2012, a entidade máxima do vôlei no Brasil deixou de cobrar a taxa de delegados e arbitragem, reduzindo, assim, o custo dos clubes a cada rodada.
Na Superliga 12/13, os torcedores puderam acompanhar grande parte dos jogos realizados através da transmissão online, uma inovação lançada pela CBV. Por meio de contrato entre a entidade e a TV Globo, o principal canal do país também mostrou jogos importantes da Superliga, além do SporTV ser um grande parceiro, exibindo jogos em todas as rodadas.
TODOS OS CAMPEÕES
1994/1995
Masculino – Frangosul/Ginástica (RS)
Feminino – Leite Moça (SP)
1995/1996
Masculino – Olympikus/Telesp (SP)
Feminino – Leite Moça (SP)
1996/1997
Masculino – Papel Report/Suzano (SP)
Feminino – Leites Nestlé (SP)
1997/1998
Masculino – Ulbra/Diadora (RS)
Feminino – Rexona (PR)
1998/1999
Masculino – Ulbra/Pepsi (RS)
Feminino – Uniban/São Bernardo (SP)
1999/2000
Masculino – Telemig Celular/Minas (MG)
Feminino – Rexona (PR)
2000/2001
Masculino – Telemig Celular/Minas (MG)
Feminino – Flamengo (RJ)
2001/2002
Masculino – Telemig Celular/Minas (MG)
Feminino – MRV/Minas (MG)
2002/2003
Masculino – Ulbra (RS)
Feminino – BCN/Osasco (SP)
2003/2004
Masculino – Unisul (SC)
Feminino – Finasa/Osasco (SP)
2004/2005
Masculino – Banespa/Mastercard (SP)
Feminino – Finasa/Osasco (SP)
2005/2006
Masculino – Cimed (SC)
Feminino – Rexona-Ades (RJ)
2006/2007
Masculino – Telemig Celular/Minas (MG)
Feminino – Rexona-Ades (RJ)
2007/2008
Masculino – Cimed (SC)
Feminino – Rexona-Ades (RJ)
2008/2009
Masculino – Cimed/Brasil Telecom (SC)
Feminino – Rexona-Ades (RJ)
2009/2010
Masculino – Cimed/Malwee (SC)
Feminino – Sollys/Osasco (SP)
2010/2011
Masculino – Sesi-SP
Feminino – Unilever (RJ)
2011/2012
Masculino – Sada Cruzeiro (MG)
Feminino – Sollys/Nestlé (SP)
2012/2013
Masculino – RJX (RJ)
Feminino – Unilever (RJ)
Fonte: CBV
