Quem foram os estrangeiros que dirigiram a Seleção Brasileira antes de Ancelotti?
Pela primeira vez em 23 edições da Copa do Mundo da FIFA™, a Seleção Brasileira, a mais vitoriosa da história quase centenária da competição, será dirigida por um treinador importado de outra escola.
No cargo há um ano, o italiano Carlo Ancelotti, um multicampeão no futebol de clubes que se aventura pela primeira vez à frente de uma equipe nacional, é o responsável por essa mudança de rumos no comando canarinho.
Mas engana-se quem pensa que o antigo treinador do Real Madrid é o primeiro estrangeiro a dar as cartas no Brasil. Antes dele, outros três gringos comandaram a Seleção, mas todos passaram longe dos Mundias.
Veja abaixo a história dos precursores estrangeiros de Carletto no banco de reservas brasileiro.
O primeiro estrangeiro a dirigir a Brasil foi um uruguaio, que esteve à frente da Seleção quando ela ainda estava longe de ser uma potência futebolística -- sua primeira partida havia sido disputada 11 anos antes.
Platero já havia trabalhado no Flamengo, no Fluminense e no Vasco quando foi foi convidado para dirigir o país que o havia acolhido no Sul-Americano de 1925, o antigo nome da Copa América.
Originalmente, um brasileiro (Joaquim Guimarães) ocuparia o cargo, mas ele acabou deslocado para a função de diretor técnico e deixou o uruguaio trabalhando com os jogadores.
O saldo da campanha foi duas vitórias sobre o Paraguai e um empate e uma derrota para a Argentina. Assim, o Brasil acabou o torneio continental como vice-campeão.
O português Jorge Gomes de Lima chegou ao Brasil ainda na adolescência e começou a se envolver com o futebol trabalhando como jornalista. Joreca, como ficou mais conhecido, trabalhou como comentarista esportivo no rádio, fez faculdade de educação física e apitou partidas profissionais antes de começar a carreira como técnico.
Seu trabalho de maior sucesso foi no São Paulo, clube pelo qual foi tricampeão paulista (1943, 1945 e 1946). Nesse meio-tempo, acabou contratado para uma experiência disruptiva: dividir o comando da Seleção com Flávio Costa.
A dupla de técnicos durou apenas dois amistosos. Apesar das vitórias sobre o Uruguai, os dirigentes da época acharam melhor retornar à política tradicional de ter apenas um treinador, desistiram de Joreca e mantiveram apenas o brasileiro, que se sagraria vice-campeão mundial em 1950.
O último treinador estrangeiro a dirigir a Seleção antes de Ancelotti veio da Argentina, país que tradicionalmente é o maior rival do Brasil no futebol.
Nelson Ernesto Filpo Núñez tem uma longa carreira na nação que se sagraria a primeira (e até hoje única) pentacampeã mundial da modalidade. Entre as décadas de 1950 e 1990, comandou algumas dezenas de equipes brasileiras.
Era ele o técnico do Palmeiras na era conhecida como “Primeira Academia”, que chegou a bater de frente com o Santos de Pelé. Por isso, quando a equipe alviverde foi convidada para vestir a camisa carinho e representar o Brasil na inauguração do Mineirão, coube a ele o cargo.
A experiência limitou-se a apenas esse jogo, uma vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai de um Palmeiras que vestiu amarelo ou de uma Seleção com sangue verde e branco.
Vinicius Jr. e cia. estreiam na Copa contra Marrocos, uma semana depois do último amistoso preparatório. Ainda pelo Grupo C, enfrentam na sequência Haiti (19) e Escócia (24).
Se terminar na primeira ou segunda colocação da chave, a Seleção terá um adversário do Grupo F (Holanda, Japão, Suécia ou Tunísia) como primeiro adversário na fase de confrontos eliminatórios.
Caso avance como um dos melhores terceiros, pode se deparar de cara com rivais dos grupos A, E ou I. Isso significa possíveis cruzamentos com as também campeãs Alemanha e França.
Fotos: Divulgação/FIVB




