Em grande fase, Sollys/Osasco encara chinesas e perigosa escola asiática na estreia do Mundial
Chegou o tão esperado dia da estreia do Sollys/Nestlé no Campeonato Mundial de Clubes 2012. Neste domingo, às 4h (horário de Brasília), a equipe laranja, que não perde há 31 jogos, faz a partida de abertura do Grupo A diante do Borai Bank, da China, no Ginásio Aspire Dome, em Doha, Qatar. Além dos dois times, a chave conta também com Rabita Baku, do Azerbaijão, o atual campeão do mundo. Apesar de conhecer poucos detalhes específicos sobre o adversário, as comandadas do técnico Luizomar de Moura sabem bem o estilo de jogo que terão pela frente, já que a escola asiática possui características peculiares e as brasileiras estão confiantes que sairão com um resultado positivo.
“É um time que conhecemos pouco e que nunca vimos jogar. É a minha estreia na competição e a minha expectativa é a melhor possível porque o Sollys/Nestlé tem feito bons treinamentos e jogado muito bem. Acredito que faremos uma boa partida neste domingo”, disse a ponteira Fernanda Garay, que não espera um jogo muito diferente do que geralmente faz pela seleção brasileira contra a chinesa. “Claro que mudam as jogadoras, mas o ritmo é o mesmo porque é a mesma escola e a base é a mesma. Acho que será um jogo com as mesmas características de quando enfrentamos a Seleção da China”, emendou a atleta.
Outra que disputa pela primeira vez o Mundial é a oposta Sheilla. De acordo com a bicampeã olímpica, as brasileiras terão que se adaptar ao jogo do rival já que os estilos são bem diferentes. “Não conhecemos muito o time delas, mas nosso objetivo é ganhar todos os jogos independente do adversário. As partidas de estreia são sempre difíceis por causa da ansiedade, mas estamos acostumadas com isso. Será fundamental que durante a partida nossa equipe se adapte ao estilo de jogo delas porque é um tipo de jogo muito diferente do que temos enfrentado ultimamente. Vamos precisar ter paciência porque elas defendem muito, mas o time tem consciência disso porque jogamos muito contra a China e todas já conhecem muito bem a escola asiática”, analisou Sheilla.
Apesar das poucas informações, o Sollys/Nestlé não chega para o jogo despreparado. Sempre atento ao voleibol mundial, o técnico Luizomar e sua comissão técnica passaram para as jogadoras um vídeo mostrando lances do adversário e apresentando a característica de algumas atletas. “O jogo de estreia é sempre preocupante, principalmente quando enfrentamos um time de qualidade. A levantadora da equipe chinesa é a titular da seleção e isso já mostra que vamos ter bastante trabalho. No entanto, o Sollys/Nestlé se preparou bem e conversamos muito com as atletas sobre as características do jogo rápido, com muita defesa e de muita paciência. Vamos partir do princípio de jogar com agressividade, mas com bastante paciência para achar o momento certo de matar a bola porque é um time que tem muitos recursos técnicos, característica inerente da escola asiática”, avaliou o treinador.
Tanto em 2010 quanto em 2011, o Sollys/Nestlé teve pela frente rivais tailandeses na abertura da competição. A escola asiática sempre esteve no caminho das brasileiras e Luizomar aponta algumas diferenças entre o estilo chinês e tailandês. “Na escola asiática a China é a que mantém mais as posições. A Tailândia tem muitas mexidas e o sistema de recepção não é o padrão que estamos acostumados. Além disso, as chinesas apresentam times com maior estatura do que as tailandesas. É um time mais alto e tem uma grande levantadora. É uma escola tradicional do voleibol mundial e que está sempre brigando com o Brasil tanto nas categorias de base quanto na seleção adulta”, concluiu Luizomar. Os adversários tailandeses de 2010 e 2011 foram, respectivamente, Federbrau e Chang.
Fotos: Rafael Zito/Divulgação




