domingo, 8 de outubro de 2023

Na despedida de Renan Dal Zotto, seleção masculina supera a Itália e garante vaga nos Jogos Olímpicos de Paris 2024

 Na despedida de Renan Dal Zotto, seleção masculina supera a Itália e garante vaga nos Jogos Olímpicos de Paris 2024

Brasil x Itália. Um Maracanãzinho absolutamente lotado. As lembranças da conquista do ouro olímpico nos Jogos Rio 2016 foram inspiração para outro triunfo que entra para a história da seleção masculina. A vitória por 3 sets a 2 (25/23, 23/25, 15/25, 25/17 e 15/11) garantiu a vaga da equipe para os Jogos de Paris 2024, e também marcou a despedida do técnico Renan Dal Zotto. No sábado, ele se reuniu com o presidente da CBV, Radamés Lattari, para comunicar sua decisão de deixar o comando da seleção, independentemente do resultado da partida decisiva do Pré-Olímpico. Com mais de 40 anos dedicados ao voleibol, Renan assumiu o posto em 2017 e sai quase sete anos depois, com a equipe classificada para brigar pelo tetracampeonato olímpico na capital francesa.

“Meu amor ao vôlei é eterno, fiz dele meu ofício e seguirei neste caminho. Quero ver o vôlei brasileiro cada vez maior. Porém, neste momento não me sinto em condições de saúde adequadas essa função. Também foi um pedido da minha família. O equilíbrio entre as seleções atualmente é a nova realidade do voleibol e que cada conquista merece ser muito valorizada. Tenho muito orgulho do que fizemos neste Pré-Olímpico. E tenho certeza que esse grupo fará um excelente papel em Paris 2024. Estarei na torcida por todos eles. Sou muito grato à comissão técnica, a todos os atletas que passaram pela equipe neste período e à CBV. Saio com a certeza de ter dado o meu melhor todos os dias”, diz Renan, que como técnico da seleção masculina foi prata no Mundial de 2018 e bronze no de 2022; ouro na Copa dos Campeões em 2017, ouro na Copa do Mundo em 2019, e ouro na Liga das Nações de 2021 e prata na Liga Mundial de 2017.

O presidente da CBV, Radamés Lattari, agradeceu a Renan pelo período á frente da seleção brasileira. “A história do Renan se mistura com a história do vôlei brasileiro. Como jogador, abriu caminho, ao lado da geração medalha de prata em Los Angeles 94, para todos os triunfos que vieram depois. Fora das quadras, como gestor e técnico, conquistou importantes títulos nacionais. Estava na CBV como diretor de seleções na campanha do ouro no Rio 2016. E como técnico da seleção masculina, deixa um legado de títulos e de desenvolvimento de novos talentos, como o Darlan, que tanto brilhou no Pré-Olímpico. A superação pessoal que mostrou para comandar o time nos Jogos de Tóquio 2020, após graves problemas de saúde decorrentes da covid, sempre será lembrada. A CBV e o voleibol brasileiro só têm a agradecer a Renan Dal Zotto”, diz Radamés Lattari.

Na partida que garantiu a vaga da seleção masculina para Paris 2024, o oposto Darlan foi o maior pontuador da partida com 19 pontos (16 de ataque, um de bloqueio e dois de saque)., e ainda ganhou a votação popular como Craque da Galera, ganhando como troféu um toy art produzido pelo artista Geraldo Lopes, da Geotoy (o italiano Michieletto foi eleito entre os estrangeiros). Lucarelli anotou 17 pontos (14 de ataque e três de saque), incluindo o ace que fechou a partida no tie-break e levou o Maracanãzinho à loucura.

Bruninho, levantador e capitão da seleção brasileira: “Foi incrível, emocionante. Da maneira mais sofrida, do jeito que o brasileiro é: guerreiro. Quero agradecer a cada um desses meus companheiros de batalha, que foram muito resilientes, tiveram muita superação a cada dia. Agradecer a esses 13 jogadores, a toda comissão técnica e a essa torcida que nos apoiou nos momentos mais difíceis. A gente se vê em Paris, muito feliz. Agora é comemorar, a vaga é nossa”.

Darlan, oposto da seleção brasileira e maior pontuador do jogo com 19 pontos: “Foi tudo incrível. Não esperava ser o Craque da Galera, mas todo mundo me abraçou. Espero que todos tenham gostado dessa minha energia. Agora é rumo a Paris e vamos com tudo em busca dessa medalha”.

Thales, líbero da seleção brasileira: “Um jogo duro, intenso, um nível altíssimo. O grupo está de parabéns. Todo mundo se doou ao máximo. Mesmo quem não estava entrando, estava ajudando ali de fora. A gente montou uma estratégia muito boa. Os jogadores e a comissão técnica estão de parabéns e eu estou feliz pra caramba”.

Pré-Olímpico masculino

30.09 (sábado) – Brasil 3 x 0 Catar (25/16, 25/19 e 26/24)

01.10 (domingo) – Brasil 3 x 2 República Tcheca (22/25, 25/16, 25/20, 21/15 e 16/14)

03.10 (terça-feira) – Brasil 1 x 3 Alemanha (25/21, 19/25, 19/25 e 26/28)

04.10 (quarta-feira) – Brasil 3 x 2 Ucrânia (36/38, 25/20, 21/25, 25/18 e 15/11)

06.10 (sexta-feira) – Brasil 3 x 1 Cuba (23/25, 25/18, 25/20 e 25/20)

07.10 (sábado) – Brasil 3 x 0 Irã (25/19, 25/20 e 25/23)

08.10 (domingo) – Brasil 3 x 2 Itália (25/23, 23/25, 15/25, 25/17 e 15/11)

Foto: Mauricio Val/FVImagem/CBV