domingo, 27 de agosto de 2023

Campanha orienta sobre prevenção e adoção de práticas para evitar envenenamento por picada de escorpiões

Campanha orienta sobre prevenção e adoção de práticas para evitar envenenamento por picada de escorpiões

O Departamento de Vigilância em Saúde, por meio da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, realiza a partir da próxima de 28 de agosto a 1º de setembro, dentro da Semana Estadual de Enfrentamento do Escorpionismo/Escorpião, a campanha de orientações “Com escorpião não se brinca, prevenção de acidentes e socorro rápido”.

Os escorpiões são aracnídeos peçonhentos que injetam veneno através do ferrão que possuem na ponta da cauda e a picada ocorre geralmente de forma acidental quando o animal é comprimido contra alguma parte do corpo, sendo encontrados com maior incidência nos meses mais quentes e chuvosos, ficam próximos as residências, escondidos em locais quentes e úmidos. Já o escorpionismo é o envenenamento causado pela picada do escorpião.

Entre as medidas preventivas segundo o Departamento de Vigilância em Saúde estão a instalação de barreiras físicas para que o escorpião não entre nos imóveis; colocação de ralo com tela, grelha com tela para evitar acesso do escorpião, colocar o sifão em pias e tanques em ângulo que tenha curvatura, válvula de retenção para evitar o acesso do escorpião para dentro da tubulação; vedar soleiras de portas, esquadrias e janelas, vedar frestas e trincas em paredes e pisos, manter vasos de plantas afastados das paredes, elevados do chão para evitar esconderijos de escorpiões, entre outras orientações.

Entre os sintomas estão os leves: dor de intensidade variável no local da picada; moderado: dor no local da picada, associada a manifestações leves como suor, náuseas, vómitos, agitação, hipertensão arterial e grave: manifestações sistêmicas intensas com muitos episódios de vômito, suor, salivação, agitação alternada com sonolência, convulsões, insuficiência cardíaca, edema pulmonar, podendo levar ao choque e à morte.

Luciana Marchetti, médica veterinária e supervisora da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias ressalta que mesmo que o animal não tenha sido avistado ou capturado, diante de quadros com sintomas e em caso de acidentes com escorpião, especialmente em crianças que não falam, mas choram muito demonstrando dor, as pessoas devem procurar a UPA ou a Santa Casa.

Em caso de acidentes com escorpião ou após ser picado por escorpião, a pessoa deve limpar o local da picada com água e sabão e aplicar compressa de água morna para diminuir a dor (compressas frias pioram a dor), retirar sapato, anel, pulseira ou fitas que funcionem como torniquete, procurar a Unidade de Saúde mais próxima para receber o tratamento rapidamente, com segurança e desde que não leve muito tempo (a prioridade é o atendimento médico urgente da pessoa) capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde. Para isso, use pinça longa ou algo semelhante e pote com tampa.

“A gravidade do ferimento pode variar de acordo com a espécie do escorpião, o local da picada e a sensibilidade do acidentado, sendo crianças e idoso, os grupos mais vulneráveis, após o socorro e devido atendimento a vítima, procure a Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias para notificar a ocorrência e receber as orientações necessárias”, orientou.

O Departamento de Vigilância em Saúde ressalta ainda a necessidade da adoção de boas práticas de manejo ambiental, mantendo os imóveis limpos e organizados, embalar e descartar adequadamente o lixo doméstico, colocando para coleta nos dias e horários definidos no bairro, entulho e outros resíduos devem ser descartados em locais apropriados (confira em ecológica.saocafrlos.sp.gov.br); manter terrenos, quintais e jardins limpos, capinados e recolher os resíduos de poda.

Para prevenir picadas as práticas a serem adotadas são: examinar roupas e calçados antes de usá-los, ter atenção ao realizar serviços de jardinagem ou manusear materiais de construção, utilizando luvas de raspa de couro ou vaqueta.

Por fim vale ressaltar a necessidade de se ter um cuidado com as crianças porque elas são grupo de risco, pois são mais sensíveis às complicações causadas pelo veneno do escorpião. Mantenha os ambientes das crianças livre de objetos no chão e sempre guarde os brinquedos em caixas, nunca diretamente no piso, examine brinquedos e ambientes antes das crianças acessarem.

Em caso de picada, crianças com até 10 anos de idade devem ser conduzidas com calma, porém de forma rápida diretamente à Santa Casa de São Carlos para atendimento.

Em 2023 foram registradas em São Carlos 24 picadas de escorpião (até julho), 2 consideradas graves ocorridas no mês de janeiro, 136 notificações de encontro do animal e realizadas 131 vistorias.

A Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias do Departamento de Vigilância em Saúde, está localizada na Rua Conde do Pinhal, nº 2161, no centro.