sábado, 4 de novembro de 2023

PAN SANTIAGO 2023: Brasil garante mais três ouros e mantém domínio na ginástica rítmica

 Brasil garante mais três ouros e mantém domínio na ginástica rítmica nos Jogos Pan-americanos

O Brasil manteve seu domínio nas disputas de ginástica rítmica dos Jogos Pan-americanos Santiago 2023. Nesta sexta-feira, 3, o país emplacou mais duas dobradinhas. No arco, Maria Eduarda Alexandre ficou com o ouro, enquanto Bárbara Domingos ficou com a prata no aparelho. Pouco tempo depois, Babi conquistou o ouro na bola, e Geovanna Santos ficou com a prata. Para completar, o grupo comandado pela treinadora Camila Ferezin foi ao topo do pódio na série de cinco arcos, ao som de “I Wanna Dance with Somebody", de Whitney Houston.

Melhor ginasta das Américas na ginástica rítmica, Babi, que havia sido campeã do individual geral em Santiago na véspera, ratificou essa condição. A curitibana confirmou o favoritismo na bola, aparelho no qual obteve a nota 33.000. No arco, a prata foi conquistada ao receber 32.550. Ainda neste sábado, 4, a craque poderá alcançar o total de cinco medalhas, pois assegurou vaga nas finais de maças e de fita.

Enquanto isso, Duda, bronze no individual geral na quinta-feira, mostrou que detém a supremacia no arco, seu melhor aparelho. Aos 16 anos, a adolescente recebeu a nota 32.700. Neste sábado, a jovem e talentosa atleta estará nas finais de maças e de fita.

Geovanna tratou de assegurar sua medalha também. Ela fez uma série notável com a bola. A capixaba simplesmente não resistiu e chorou assim que soube que levaria a prata da capital chilena. Sua nota foi 31.650.

Evita Griskenas, a norte-americana que conquistou cinco ouros nos Jogos de 2019, em Lima, teve que se contentar, nesta sexta-feira, com duas medalhas. Ela completou o pódio ao somar 31,950 pontos no arco e 31.500 na bola.

“O sentimento que temos é de muita felicidade com todos esses resultados. Todas nós nos dedicamos muito e acabamos emplacando essas dobradinhas. Estou realizada”, afirmou Babi.


Após o final da apresentação de cinco arcos, uma das campeãs pan-americanas, Gabriella Coradine, era só agradecimentos. “A gente conquistou mais um ouro. Fizemos uma série muito boa. Consequentemente, a nota foi maior. Estamos muito felizes e gratas, principalmente pela torcida dos brasileiros, que sempre nos ajudaram muito em nossas apresentações”.

A nota recebida pelo Brasil espelha a qualidade da apresentação: 64.450. O México ficou com a prata (61.750), seguido pelos EUA (58.300).

Camila Ferezin foi informada, depois de muito festejar, que o ouro da série de cinco arcos foi aquele que confirmou o novo recorde do Time Brasil. Trata-se do 55º ouro obtido pelo país em uma edição de Jogos Pan-Americanos, um feito sem precedentes nas 18 participações anteriores do Brasil na competição. Em Lima, há quatro anos, o País havia acumulado 54 peças douradas.

“Não estava sabendo. Isso é bom demais”, disse a comandante. Em seguida, Camila comentou como se sentiu satisfeita com o resultado de tanto treino voltado para o aperfeiçoamento das exibições da série de cinco arcos.

“As meninas estavam lindas mais uma vez. Conseguimos melhorar ainda mais a nossa nota. Esse é o caminho. Amanhã (sábado) será a hora de fazermos a coreografia da série mista. Estou ansiosa, porque queremos muito esse ouro, para fecharmos participação aqui em Santiago com 100% de aproveitamento”.

Na opinião da treinadora, uma das razões do sucesso do Brasil nas disputas de conjunto da ginástica rítmica é a união.

“Trabalhamos unidos. Todo mundo da comissão técnica, todas as atletas, todos são muito apaixonados pelo que fazem. Nosso amor pela GR é intenso. Damos a vida por esse esporte. São pessoas com a mesma sintonia. Dentro do tapete e fora do tapete a gente dá o nosso melhor sempre. Isso tudo só poderia resultar nessas coisas boas que são as medalhas de ouro”.

A apresentação deste sábado será também a última da coreografia baseada na música Smile, de Charles Chaplin.

“Eu comecei a pensar nessa coreografia depois da morte do meu pai. Essa música tem muito significado para mim. As meninas se engajaram desde o primeiro momento. A nossa ascensão tem muito a ver com o sucesso dessa coreografia, que chamou tanta atenção em nível mundial. Que bom seria se elas acertassem essa série, para que a gente possa se despedir dela da maneira mais memorável possível.

Neste sábado, a torcida é por Bárbara Domingos e Maria Eduarda Alexandre, nas finais individuais de maças e fita. E também por Bárbara Galvão, Gabriella Coradine, Giovanna Oliveira, Nicole Pírcio e Victória Borges no conjunto de três fitas e duas bolas.

Fotos: @wander_imagem/COB